Os principais setores da economia brasileira atingidos pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a parte das exportações nacionais reagiram com preocupação à medida, que entra em vigor na próxima semana. Representantes da indústria de máquinas e equipamentos, têxtil, calçadista, madeireira e do setor sucroenergético alertam para riscos de perda de competitividade, redução de investimentos, impactos sobre a produção e ameaça a empregos. A informação é do Estadão.
Embora critiquem a decisão do governo norte-americano, as entidades defendem que o Brasil priorize a negociação diplomática e evite medidas de retaliação, como a aplicação da Lei da Reciprocidade. Para os empresários, uma escalada da disputa comercial pode ampliar custos, gerar insegurança jurídica e prejudicar ainda mais a relação econômica entre os dois países.
Entre os segmentos mais afetados está o de máquinas e equipamentos, principal exportador brasileiro para o mercado americano. A indústria calçadista revisou para baixo sua projeção de exportações em 2026, enquanto os setores têxtil, madeireiro e de etanol também alertaram para prejuízos à competitividade e defenderam que o governo intensifique as negociações para reduzir os impactos do tarifaço.
